Sabemos que, a partir dos 65 anos, a força e a massa muscular já não são as mesmas de quando tínhamos 30. Com o passar dos anos, elas diminuem, afetando principalmente os músculos responsáveis pelas respostas rápidas.
Segundo Felipe Isidro, professor de Educação Física, essa perda pode ter consequências para o nosso dia a dia. “Isso pode afetar a mobilidade e o equilíbrio”, explica o especialista em suas redes sociais.
Para avaliar de forma simples como estão a força e a função muscular, existe um teste elaborado pela Organização Mundial da Saúde que pode ser feito em casa e serve como uma primeira avaliação.
O teste proposto pelo especialista é simples: basta sentar-se e levantar-se de uma cadeira cinco vezes consecutivas, tentando realizar os movimentos o mais rapidamente possível. O ideal é completar a sequência em menos de 14 segundos.
Se você levar mais tempo, seu corpo pode estar sinalizando uma perda significativa de massa muscular e a necessidade de incluir exercícios de força na rotina para recuperá-la. “Ajuda a detectar uma possível disfunção muscular”, explica Felipe Isidro.
Você provavelmente deve estar se perguntando por que esse teste é tão importante para avaliar se estamos ou não em boa forma. O especialista responde: “É uma medida direta da função muscular das pernas que pode nos fornecer uma primeira referência sobre nossa massa e força muscular.”
Depois dos 65 anos, é normal que tanto a massa quanto a força muscular diminuam. “Devemos ter cuidado porque isso pode provocar um maior risco de quedas e fraturas e, o que é mais importante, reduzir nossa independência e autonomia”, insiste.
Para evitar esse tipo de situação, o especialista destaca que é fundamental melhorar o estilo de vida.
“Podemos contribuir fazendo pelo menos uma quantidade mínima de exercícios de força muscular e mantendo uma alimentação adequada, com quantidades suficientes de proteínas, cálcio e vitamina D, nutrientes essenciais para a construção e a manutenção dos músculos e dos ossos", comenta Felipe.
"Caso nossa alimentação não seja suficiente para atingir as quantidades necessárias, sempre podemos suplementar a dieta”, ressalta ainda o professor.